Saiba, ó príncipe,
que naqueles anos em que os mares sorveram Atlântida e os vislumbres
de cidades, e à época do surgimento dos Filhos de Aryas, houve uma
era inimaginável, durante a qual os reinos de esplendor se
espalharam pelo mundo como miríades de estrelas sob o manto azul dos
céus - Nemédia, Ophir, Brithúnia, Hiperbórea. Zamora, com suas
mulheres de cabelos escuros e torres assombreadas por aranhas
misteriosas; Zíngara e a nobreza; Koth, fronteiriça com as terras
pastoris de Shem; Stygia, com as tumbas vigiadas por fantasmas;
Hirkânia, e os cavaleiros vestidos de aço e seda e ouro. Porém, o
reino mais orgulhoso do mundo era a Aquilônia, soberana do Ocidente
sonhador. Nesta época surgiu Conan da Ciméria, cabelos negros,
olhar sombrio e espada na mão, ladrão, saqueador, assassino,
assolado igualmente por gigantescas crises de melancolia e
jovialidade, para pisotear os adornados tronos da Terra com suas
sandálias." (Crônicas da Nemédia)
Com essa introdução, começam as aventuras de Conan, o bárbaro mais temido, adorado, fodástico dos quadrinhos.Saibam não-príncipes, que este personagem começou suas aventuras sob narração em contos e não hqs. As hqs vieram muito tempo depois, inclusive em uma clandestina que seria uma adaptação de A Rainha da Costa Negra( lançada en el Mejico) quase artesanal. Como fã do cimério e acompanhante da trajetória dele em mais de 20 anos, nessa primeira parte iremos falar sobre a trajetória de Conan nas mais diferentes mídias. Na segunda parte falaremos de Conan no Brasil e na última parte ainda deixo a surpresa.
Conan é um personagem que seria um tanto controverso. O cara foi campeão de vendas mas em popularidade não batia Batman , nem X-Men ( mas em vendas sim reafirmo). No Brasil e nos States o cara já teve mais de 5 revistas simultâneas que no final dos anos 90 ( o ragnarok dos quadrinhos) foram sendo canceladas uma a uma.






