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X-HQ 07- Capitão Power e os Soldados do Futuro



O bom da vida é que tantos episódios já passaram pelos nossos olhos que de repente a gente se lembra de uma ou outra película que assistiu e dá um estalo na mente e tudo flui trazendo boas ( ou más ) recordações. Foi o que aconteceu comigo nestes dias ao reencontrar esta série que assisti se não me engano na Band a noite lá pelos idos anos 90.

Capitão Power e os Soldados do Futuro trazia a história de um futuro ( o ano de 2147) que tinha de ser
apocalíptico com as máquinas mandando em tudo devido a um cientista que se fundiu com uma AI ( inteligência artificial) e passou a tocar o terror na humanidade. Claro que sem oposição não tem graça então o filho de um cientista ( O dr. Power) consegue junto a outros rebeldes e com as armaduras desenvolvidas pelo seu pai, montar a última resistência da Terra. está preparado o cenário de Capitão Power e os Soldados do Futuro.


Capitão Power e os Soldados do Futuro são compostos pela formação:

  • Capitão Jonathan Power - esse era o que comandava a bagaça, filho do cientista que criou as armaduras utilizadas ( ou seja o dono da bola). Inesquecível sua frase de abertura: Power On ( sacanagem se ele dissesse Power reto)


  • Major Mathew "Hawk" Masterson - Bom em ataques aéreos, sua especialidade, o mais velho do grupo e era amigo do Dr. Power mas mesmo com experiência e amizade com o Dr. isso nem foi suficiente para deixa-lo no comando.

  • Tenente Michael "Tank" Ellis - Eu só me lembro da série por causa dele. O cara tinha a armadura mais foda, até eu me relembrar do nome dessa série, Tank vinha direto na minha memória com essa armadura toda fechada e sua metralhadora laser. Era o brucutu da equipe.

  • Sargento Robert "Scouter" baker - O cara das comunicações, foco em inteligência e espionagem podendo se camuflar  fazendo bom uso deste recurso se infiltrando nas fileiras inimigas.

  • Soldado Jenifer "Pilot" Chase - a única mulher na equipe, navegando e controlando a nave deles. Hoje em dia, soaria machismo ela estar na posição mais baixa ( o mundo é muito mimizento com algumas coisas pqp) mas é a única mulher e tem patente. E o último episódio da série dá umd estaque grande para ela, mas falo já disso. 

Então, mas como todo bom cientista que se preze ele tem que fazer um erro que o tornará um grande vilão( para aparecer outro que faça algo para reverter isso) e daí entra em cena o vilão Lord Dread, um cientista anteriormente chamado de Dr. Taggart, que teve sua mente fundida ao mega computador Overmind e passou a encarar a humanidade como uma raça inferior a ser subjugada.Doutores sempre dando problema. A sorte é que o tal Power conseguiu criar as armaduras. vale lembrar que a humanidade estava enferrujada ( sem trocadilhos) por que as máquinas estavam sendo 100% usadas em campos de batalha ( mais um chavão, máquinas sendo abusadas por humanos que as usam para fazer o trabalho sujo e tudo isso antes de Matrix).

Mas aí...essa série cheia de clichês já batidos tinha o formato de 22 min o que caracterizaria como uma  produção infantil. Mas o pior é que não era bem assim. Os caras poderiam ter assumido logo um público específico, mas ficou entre o infantil e o adulto. A série era adulta, a violência era grande, os inimigos eram adultos, o teor da história etc  mas os nomes e algumas situações não estimulavam muito aos adultos assistirem ( malditos , por causa deles então a série acabou antes). Eu curtia as cenas inclusive a que o tank atirava na galera, aquela armadura  foda demais. Aqui no Brasil foi encarado como série adulta acredito pois me lembro de assistir ela no horário nobre tipo  22 , 23 h e jamais em algum programa infantil da tarde.

Capitão Power nesse caso, durou apenas uma temporada de 22 episódios no qual o último episódio me fez ficar dias e dias esperando a continuação que não veio...( naqueles tempos era complicado, tenso). O último episódio ao final mostra a morte de Jennifer e foi um episódio que descobri ter sido escrito por J. Michael Straczynsky. Isso mesmo, o cara dos quadrinhos do Homem Aranha( eu gosto da fase dele) da revitalização do Thor, Superman - Terra 1 escreveu o roteiro deste episódio que só me deixou mais ainda com vontade de capturar essa série toda e fazer como o assecla Bio Trax que digitalizava os humanos.
A série foi uma das primeiras a usar CG porém poucos lembram dela aqui no Brasil. Com certeza pelo horário de exibição da bandeirantes, muito tarde e por que era na Bandeirantes. Antigamente as pessoas com suas TVs não saiam muito da Globo. Talvez tivesse sido bem melhor ter sido tratada como série infantil e seilá, passado no SBT que comandava os programas infantis.

Mas em termos de quadrinhos, lá fora Capitão Power e seus soldados sem-futuro tiverampela Continuity Comics uma revista própria com hqs relacionadas a série. Essa que não durou mesmo. E uma coleção da Mattel em brinquedos ( me lembrou masters of the Universe).




Mas a série é boa ( talvez mais em minhas recordações) e divertida.
Abaixo a abertura e a chamada remasterizada com aúdio em português.





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+ comentários + 1 comentários

1 de janeiro de 2017 09:44

Com muita sorte, encontrei 1 dvd em um sebo com o último episódio dessa série. É nostalgia pura, mesmo com roteiros bem manjados e efeitos especiais "mandrake" eu adoraria ter essa série completa.

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